Momento Lagerfeld

março 30, 2009

 

Super combina comigo essa foto!

Super combina comigo essa foto! FOTO: Flávia Lafer

Meu terpeuta tem cabelo branco, é excêntrico e eu fico exatamente assim em dias “totally-punk” quando chego na terapia … e sim, minha bolsa Chanel já ficou no chão muitas vezes !! 

 

Muitas pessoas jamais imaginaram que iríamos chegar no século XXI dessa forma. São tantas as situações que quando me perguntam se faço terapia, respondo: É lógico! E dá para viver sem? Como você consegue?

Ouvimos tantas coisas em nosso cotidiano que simplesmente tentar entender a realidade masculina é humanamente impossível. Eu preciso do outro para em alguns momentos explicá-la para mim. E não porque sou diferente ou careta, ao contrário, estou bem longe disso, mas é que tenho mesmo dificuldade em entender determinados comportamentos dos homens.

O inexplicável vem se tornado explicável: os homens são assim, é normal, é da natureza.  

Assim como? Pergunto-me.  Temos encontrado justificativa para comportamentos inadequados usando a palavra normalidade? Acho que o mais correto seria usar Anormalidade !

Minha amiga, outro dia, contou a traição do marido … a outra respondeu: Os caras são assim, eles traem mesmo. Normal ! Deixa para lá.

É normal trair?

Uma outra ligou e contou que o marido lhe propôs pagar 50% da mensalidade do colégio. Ahhh? Como assim? Ora, desde os primórdios foi estabelecido que o homem é o provedor do lar, principalmente quando se fala em questões relacionadas aos filhos.  Ao lado, quando tentava justificar minha tese “anti-feminista”, uma outra amiga virou-se e disse: Ué, agora é normal a mulher pagar a escola dos filhos. Ele está propondo pagar o resto, poxa, legal esse cara!

Legal? Como?

A empregada de uma amiga virou-se para o seu marido e pediu $5,00 para comprar pão, ele soltou a seguinte pérola: Não tenho, você não sabe que não tenho. É a “fulana” que paga as contas.

Nós pagamos as contas? Ah, é?  

O marido está sem transar com a esposa 6 meses porque ela não quer (informação importante dentro do contexto), está sempre cheia de coisas para fazer e ela pergunta-me: será que ele está transando com outra?

Me peguei respondendo sem pensar: L-ó-g-i-c-o!  Você acha que ele vai ficar 6 meses esperando você ter vontade de transar.

Olha a anormalidade aí de novo! Não seria mais normal tentar resolver o problema entre os dois.

Sem contar os homens que têm caso com as suas próprias funcionárias. Os chamados “Don Juan’s Office”. Que horror! Seduzir a funcionária, nada contra a classe, mas, já dizia o velho ditado: Onde se come o pão, não se come a carne! Tem cara que faz coleção de funcionária.

Saí com um potencial namorado outro dia que disse para mim, na lata, o seguinte: Não gosto de namorar!  Não namoro.

De high-potencial ele virou low-bat. Como assim? Não namora? E faz o que, então?

Agora pronto, como dizia a sábia Danuza: as pessoas estão com medo de namorar. Namoro não é casamento, eu hein!

E não vou entrar no mérito daqueles que propõem ménage-a-trois porque isso é completamente “out of question”.

Meu terapeuta é claro comigo. Ele não esconde nada! Me contou que tem diversos pacientes que possuem duas, três, quatro namoradas e dizem que não conseguem fazer diferente. Sentem remorso e tal … mas … sabe, Dr, é da natureza do homem.

Natureza para mim é outra coisa. Prefiro pertencer a era da anormalidade. Quer saber? Continuo achando tudo isso muito anormal!

Ainda sou normal e quero continuar no tempo em que os homens respeitam suas esposas, sentem orgulho de pagar o colégio dos filhos, fazem o supermercado e pagam a conta de luz.

Ah, por favor: não deixem a “onda Suzzie Vieira” tomar conta do nosso universo!  

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